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Hum, passei no meu antigo blog (este portanto), e pus-me a pensar no real significado dos 31.765.

Se cá passaram esse número de visitas, o que é que motivava a maioria delas? Eu confesso, que sou um pouco “mete nojo” às vezes, tal como toda a gente (e principalmente o Tuga), às vezes gosto de meter o bodelho mesmo em coisas que não gosto. Alguns blogs fazem-me rir. E com isto não quero dizer que o meu antigo Blog não fosse o mesmo para as 30 e tal mil visitas. Tudo relativo.

Há uns tempos, todos os dias fazia uma visita diária pelos meus blogs favoritos e aprendi muito com isso, é o que sei. Gostava que alguns voltassem ao activo, principalmente nestas horas mortas que tenho tido no trabalho.

Enfim, isto para dizer que me apetece voltar a este espaço. De vez em quando.

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Campanha publicitária da Born Free.

Notícia

Agência WCRS

Web Site.

CHECK!!! Novo projecto do Ema AKA walk the walk, Blog

Produtor: Roderick Frencken


Deviam visitar este Site e fazer umas comprinhas. Um tamanho S desta t-shirt vai para mim, passem por lá e apoiem.

É isso. Festa com os rapazes da MassMurder e lançamento do MCD de “BELIEVE” de Not Without Fighting.

Lee.

22 horas.

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Day Of The Dead Myspace

Ultimo concerto dos Day of the Dead, com For the Glory e Adorno hoje no Montijo.

Nice…mas espero que a sala não escorregue tanto como no ultimo show.

Lee.

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Resolvi reservar um espaço no blog para uma breve entrevista ao Bruno, guitarrista de Steal Your Crown e autor do Documentário Rumo ao Núcleo Duro.
A primeira parte do DOC  já está disponível há alguns meses no blog para a divulgação, e a segunda parte está para breve, fiquem atentos.
Desde já obrigada Bruno pela disponibilidade para umas breves questões, apesar de já termos falado muitas vezes sobre o assunto é sempre bom ficar com o registo e partilhar.*

1- Há pouco tempo lançaste online a primeira parte do documentário “Rumo ao Núcleo Duro”, integralmente realizado por ti, a falar da cena hardcore em Portugal. Desde já, acho que fizeste um óptimo trabalho.
A segunda parte do documentário vai ser lançada em breve no Blog que criaste para a divulgação, certo? Gostaria que falasses um pouco das tuas motivações para fazer o DOC e de como vai ser conduzido…


R:
Em primeiro lugar, quero começar por agradecer-te o elogio ao meu ‘trabalho’ e também felicitar-te por este espaço (já era altura de fazeres uma brincadeira destas). As minhas motivações para realizar, filmar e escrever o documentário “Rumo ao Núcleo Duro” resumem-se a dois pontos: o meu amor e entrega pela música e por esta subcultura, que faz grande parte da minha vida; e o meu gosto e interesse por documentarismo jornalístico, apesar de aqui não seguir, conscientemente, todas as suas regras deontológicas. Em relação ao fio condutor, posso responder de uma forma bastante sucinta: não tem. Vou alimentando o “bicho” gradualmente, quando considero que ele já comeu demais, deixo-o repousar.

2- Recebes-te alguma ajuda na filmagem, edição e partilha de conteúdos?

R: Até agora só posso agradecer ao Carlitos por me ir emprestando a modesta câmera. O gajo é um porreiro, não fosse ele meu pai. De resto, posso mandar um abraço ao Youtube, que também tem sido impecável na partilha, e cumprimentos à minha creatividade que não me tem desiludido na edição.

3- Achas que a informação, divulgação e este tipo de iniciativas está activa e presente? Consideras que há pessoas interessadas em participar e divulgar, ou achas que cada vez mais é cada um “pelo seu hardcore”?

R: Não sei se este tipo de iniciativas é recorrente, o meu filtro não tem apanhado muitas. Mas as poucas que vejo, principalmente com a explosão de blogues, são agradáveis. Acho que cada um abraça a sua utopia, limito-me a respeitar. É interessante assistir à diversidade de visões das pessoas, por mais distorcidas que algumas sejam. No entanto, tenho alguma saudade de ver ‘flyers’ na rua, que não sejam apenas dos grandes palcos; mas não crucifico o Myspace por isso, porque também é um gajo porreiro.

4- Nesta primeira primeira parte do DOC, várias pessoas participam e falam sobre o hardcore, o que significa para elas e da história e evolução da cena em portugal. Já que não “falas” nesta parte ou pelo menos não directamente, gostava que desses a tua opinião sobre o hardcore nacional e a sua evolução.

R: Essa é daquelas perguntas que dá para quatro romances e três ensaios, felizmente para mim e infelizmente para o infeliz que tivesse paciência para os ler. Existe uma boa obra de Tomás Morus, “A Utopia”, um dos textos mais célebres da cultura europeia e ocidental, onde o “absurdo se concretiza no utópico”. Acho que nesta cena nacional supera-se o absurdo, mas tudo o que se concretiza dá-se no utópico. Isto é, a música que nós fazemos é um absurdo para qualquer pessoa afastada fisicamente dos ambientes onde tudo acontece, esse absurdo é superado quando compreendido, e mais tarde absorvido. Por outro lado, tudo o que é concretizado, tanto pelas bandas, como pelo público, torna-se utópico e efémero; pois tudo se resume a estados de espirito, ao momento, tudo depende dos tempos. Se a banda “X-acto” aparecesse hoje seria respeitada como foi na altura? Se os “Act of Anger” surgissem agora, mereceriam o rótulo de “Hardcore”? Se “For the glory” nascesse 5 anos antes teria o impacto que tem nos nossos dias? Seria possível juntar bandas de diferentes zonas do país nos anos 90, com a facilidade como se faz hoje? Seria possível trazer grupos de outros países com o espirito DIY da forma como se faz hoje? Seria aceitável a presença de idealistas de extrema direita em concertos como é hoje? Alguém teria paciência para os discursos de “New Winds” agora? Como seria recebida a ideia de juntar hiphop/rap com hardcore na altura de “Sannyasin”? Quantas pessoas agora toleram em simultaneo o “Punk” e o “Hardcore” como se tolerava há uns anos atrás? Até a própria cultura da tatuagem e do piercing tem actualmente uma nova compreensão a nível nacional. Tudo se resume à própria definição, e tal como Tomás Morus define um governo imaginário, todos nós temos uma definição muito própria para esta realidade. A minha perspectiva é positiva relativamente ao rumo histórico da cena hardcore nacional, mas eu não passo de um egocêntrico que vive as coisas com os seus e que pouco empresta a outros; é por isso que passo a bola a outras pessoas e lhes dou tempo de antena neste documentário.

5- O que mudavas no TEU hardcore? Ou o que é que tentas mostrar com este documentário? Pergunta cliché eu sei aaha.

R:
Não mudaria nada. Nem no meu, nem no teu. Os tempos mudam por si: as caras, os acessórios, a entrega, as atitudes, a própria música e tudo o resto. Mas eu não mudo, ainda tenho os mesmos comigo de há anos atrás e o mesmo amor que sempre tive a esta realidade, onde fui crescendo. O meu documentário não tenta trazer algo de novo, tenta trazer algo. Pretendo reunir o máximo de perspectivas diferentes, para as pessoas que assistirem conseguirem fazer uma comparação das diferentes vivências e formas de pensar, autonomamente; acho que é precisamente aí que incido, na autonomia, pois considero que muitas pessoas vêem através de olhos alheios esta subcultura.

6- No campo individual e para terminar com um pouco de publicidade ahah, além de steal your crown tens também um projecto de hip hop (Vynn myspace). Queres dizer alguma coisa sobre isso?

R: Esse myspace é onde publico as conversas que tenho comigo próprio, com alguns convidados à mistura. É o meu autismo de eleição.

Obrigada.”

Fica o vídeo da primeira parte do documentário:

Vodpod videos no longer available.

Lee.